Não sei ser Darlene tão pouco Suelen
Nem das frutas: Jacá, Melão e nem Melancia.
Dentre tantos personagens e frutas,
Muitas de nós, queremos ser apenas mulheres de verdade,
Que têm sonhos, projetos e não recebem nenhuma denominação;
Não queremos holofotes ou ter corpos musculosos e
siliconados;
Não necessitamos de apelos meramente sexuais,
Pois não queremos ser vistas como “objeto de uso”;
Hoje a imagem da mulher se objetificou,
Muitas preferem ser expor como carne numa vitrine de açougue,
E serem cobiçadas como frango de padaria por cachorros.
Entre estes estereótipos midiáticos que valorizam de corpos “perfeitos”,
Personagens e mulheres frutas, estamos nós que parecemos
minoria;
Quando foi que tudo isso começou?
As adolescentes de hoje usam vestidos tipo “embaladas a vácuo”,
Que mais parecem uma camiseta, ou melhor, alguns parecem um
Top;
Algumas mulheres mais maduras seguem a tendência e
retrocedem no tempo;
Aff!!! Esquecendo que o tempo de adolescente delas já passou;
Ainda há aquelas que pensam que ser como todas as outras, é
regra,
Têm medo de ser exceção e não chamarem atenção por onde
passarem - Ridículo!!!
Uma mulher bem vestida chama atenção positivamente,
Enquanto essas loucas que andam semi-nuas, despertam outro
tipo de ATENÇÃO.
O que me levou a esta reflexão, foi o texto a seguir,
Pois Arnaldo Jabour relata justamente a perda do valor
feminino;
Falo de valores construídos a partir da educação,
Pois o que percebo é que não se têm mais exemplos dentro dos
lares;
Parece que os exemplos a seguir são retirados das revistas, das
personagens de novela ou da televisão;
Ou pelo menos querem se parecer com esses “personagens”;
Por isso, questiono onde foi que isso começou?
Onde estão as mulheres que são realmente referência: de caráter,
valores morais e éticos;
Fico feliz por que sei que essas mulheres existem,
Mas parecem caretas aos olhos da maioria.
Hoje o importante e dar preferência a aparência - imagem é
tudo - e de preferência “peito, bunda e cabelo”;
Entendam que uma mulher pra chamar atenção do sexo oposto, não
precisa estar semi-nua e tão pouco ser parte de uma produção em série.
Pronto ... Falei!!!
http://oglobo.globo.com/cultura/periguete-meu-amor-8645120