Estamos na semana do dia dos namorados e venho percebendo como as pessoas têm estabelecidos relacionamentos com propósitos tão conflitantes, que na sua maioria baseiam a relação na necessidade de suprir carências.
É triste perceber que relacionamentos têm se tornado muletas ou tubos de ensaio de experiências fundamentadas em dependências e não em cumplicidade, troca de afeto, companheirismos, constução de sonhos e ideais.
As vezes brinco com meus amigos dizendo que o único tipo de amor que a credito é aquele do tipo indiano, que vai surgindo ao longo do convívio; mas o que realmente quero dizer com isso é que, o tipo de Amor que compreendo como verdadeiro é aquele originário do convívio diário ou por um período continuado, e a descrença de algumas pessoas nesse processo de reconhecimento, que é o namoro, onde podemos ter oportunidade de convivência com o outro, tem sido tão "vulgarizado,", que me faz pensar que as pessoas esqueceram que antes de termos alguém ao nosso lado para nos sentirmos completos, temos que enxergar essa pessoa como um amigo com quem você pode trocar experiências e confidências e com quem você pode se sentir seguro e vice-versa, sendo assim, que ambos sejam capazes de olhar para o outro sem limitações que por vezes criamos sem perceber, por cobrarmos demais do outro e pouco de nós.
Que sejamos capazes de amar sem tocar, olhar nos olhos e perceber, e entender que o namoro é o tempo de amadurecer ...
Hoje, vivemos numa sociedade que defini amor como tudo, mas amar é tão simples como: "Querer estar do lado de alguém sem precisar tocá-lo, beijá-lo ou fazer amor com essa pessoa, mas ainda sim estar feliz por está perto e poder senti-lo perto também".
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